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BOAS LEITURAS!!!
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sábado, 14 de setembro de 2013

“Segredos de Paris” de Luanne Rice

Nº de páginas: 343 
Preço (Bertrand): 15,50€ 
Editora: Quinta Essência 
Ano de lançamento: 2012 

“Lydie McBride sempre viveu a vida ao máximo. Mas quando uma tragédia impensável atinge a sua família tudo aquilo em que acredita se estilhaça. Michael, o seu marido arquiteto, vê a paixão desaparecer dos olhos de Lydie e do seu casamento, e espera que uma temporada de trabalho em Paris os ajude a regenerar o amor que noutros tempos parecera inatacável. Mas a Cidade das Luzes contém segredos e seduções para ambos. Enquanto Michael se dedica ao seu projeto de design no Louvre — e cai na esfera de ação de uma francesa misteriosa, sedutora —, Lydie encontra inspiração para o seu trabalho como designer de ambientes e enceta uma amizade com duas mulheres muitíssimo diferentes que a irão tornar capaz de encontrar uma nova vida. Haverá lugar para o homem com quem sempre quis partilhar essa vida… se conseguir voltar a encontrá-lo?” 

O meu comentário: 

Estou de volta! Tiveram saudades minhas? 
Mais um livro me chegou às mãos e, para além de ser da autoria de Luanne Rice, tem como palco uma das cidades que mais me cativa – Paris. 
Apreciando cada vez mais esta autora devido às histórias marcantes que nos traz – «O Verão das Nossas Vidas» e «O Último Beijo» – admito que fiquei um pouco tristonha com esta obra. 
Tal como nas obras que referi anteriormente, esta traz-nos uma mulher que se encontra numa situação um pouco caricata – o pai de Lydie assassinou a sua amante, acabando por se suicidar em seguida – e, como se não bastasse, fazendo a vontade ao marido partindo com ele para Paris, acaba por receber a “paga” ao descobrir que Michael tem um caso com outra mulher, podendo estar apaixonado por esta. 
Ao sabermos tal coisa ficamos totalmente irritados e perplexos (apesar de já o sabermos com a sinopse). Como é que é possível que um homem que assistiu à dor da mulher ao descobrir que o pai tinha uma outra mulher, fosse fazer o mesmo? 
Os momentos em que experienciamos essa mesma traição dão-nos a volta ao estômago, deixando-nos totalmente revoltados com o sucedido. 
Porém, essas passagens sucedem de maneira muito rápida, achando que a autora não deu o devido crédito à situação em que se encontrava a protagonista. Outros assuntos como a amizade com Patrice, o visto de Kelly e o baile acabam por receber maior importância, o que para mim é um pouco esquisito tendo em conta aquilo que está a decorrer na vida de Lydie. 
A traição já é uma coisa difícil de compreender, agora a traição num casamento é muito pior…! 
Uma obra que me fez passar uma boa tarde de sábado, mas que ficou muito aquém das expectativas. Realmente parece que a autora aligeirou um pouco na receita, não fervendo tanto o meu âmago com a dor e a tristeza como conseguiu fazer anteriormente. 
Agora vamos a ver as obras que me faltam! Se alguém tiver «Milagre em Nova Iorque» e quiser realizar uma troca já sabe ;) 
Boas leituras e bom fim-de-semana 

“Eles pensaram que mudar-se para Paris um ano iria ajudá-los… mas depararam com novos e surpreendentes desafios. Irá o seu amor renascer ou seguirá cada um o seu caminho?” 
“Uma história sobre a amizade, o amor e os desencontros….”

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

“O Último Beijo” de Luanne Rice

Nº de páginas: 344 
Preço (Bertrand): 16,60€ 
Editora: Quinta Essência 
Ano de lançamento: 2009 

A força incomparável do verdadeiro amor numa história marcante de uma comunidade a braços com um mistério devastador e de uma mulher que recupera o amor que acreditava estar perdido para sempre. 

Um jovem de dezoito anos sai de casa, numa noite de Verão, e é encontrado morto – assassinado – menos de vinte e quatro horas depois. As pessoas lamentam o trágico acontecimento, mas a vida continua. Contudo, e se o jovem fosse o nosso filho? Ou o nosso verdadeiro amor? 
Quase um ano após a morte do filho, a cantora e compositora Sheridan Rosslare ainda não consegue tocar uma única nota. Refugiada na casa de praia, vive paredes-meias com as memórias e com uma dor demasiado profunda para partilhar com quem quer que seja. Nem tão-pouco consegue consolar a namorada de Charlie, Nell Kilvert. A jovem, por seu lado, não descansará enquanto não descobrir o que aconteceu de facto ao seu amor. Decide então chamar alguém que vai mudar a vida de todos – a alma gémea de Sheridan, Gavin Dawson. 
Num barco ao largo de Hubbar’s Point, Gavin observa a casa da mulher que sempre amou. Sheridan havia também, um dia, acreditado no poder do amor. Mas essas crença morreu com o filho… 
Profundamente emotivo, O Último Beijo evoca o poder do passado para sarar os corações partidos, mas também para reabrir velhas feridas, numa inesquecível história de amor” 

O meu comentário: 

OMG, ainda não caí em mim depois desta leitura… 
Uma pessoa lê a sinopse e fica logo cativada para o enredo que a editora promete envolve-la, mas nada a prepara para aquilo que encontra ao dar o primeiro mergulho. 
Em «O Verão das Nossas Vidas» encontrei uma história profunda em que duas miúdas perdiam a sua mãe, nesta obra acontece o contrário – uma mãe perde o seu filho para a morte. Duas situações que magoam de maneiras totalmente diferentes, mas que não deixam de nos tocar a alma e o coração, levando-nos a um grande sofrimento ao adoptarmos o papel dos “lesados”. 
Na verdade, apesar da profunda tristeza de uma mãe – Sheridan Rosslare – o que mais me marcou foi o desespero de uma jovem que viu os seus sonhos, planos e futuro serem devastados com a perda do destinatário de todo o seu afecto. Sheridan sofreu muito com o sucedido, mas essa enorme dor foi dando lugar a uma tristeza que por sua vez deu lugar a saudade e “aceitação”, sendo tal conseguido graças não só à descoberta da verdade, como também ao regresso do homem a quem entregou o seu coração. Por outro lado, Nell tem a família e os amigos, mas nada mitiga a dor que sente ao recordar o verdadeiro amor que experienciou nos braços de Charlie. E Sheridan e Gavin, mais do que ninguém compreendem a situação em que se encontra. 
No passado, o casal seguiu caminhos diferentes, uma situação que nunca ultrapassaram, mas que foi mitigada para Rosslare encontrando outro a quem entregar o seu amor – Charlie – sabendo que, apesar de tudo, a separação lhe tinha dado um filho (de outro homem, mas se tivesse ficado com Gavin nunca o teria). 
Podem achar que sou um pouco frívola e que nada ultrapassa o amor de mãe, mas têm de compreender que as situações são diferentes, e que para mim talvez seja mais fácil colocar-me no papel de Nell tendo em conta a semelhança de idades. Mais uma vez, volto a dizer que talvez daqui a uns anos passe a colocar-me no papel de mãe e veja as coisas de maneira diferente. 
Todavia, admitam lá que o “reencontro” nas últimas páginas não vos despedaçou o coração e vos deixou cheias de tristeza. Posso dizer que em todo o livro consegui controlar-me, mas nesse foi o momento em que verdadeiras lágrimas me escorreram pelo rosto, deixando-me furiosa com a injustiça da morte. 
Agora só me resta imaginar um futuro para Nell desejando que encontre alguém a quem ame, mesmo que não seja com a mesma intensidade, aproveitando tudo aquilo que merece da vida. Na verdade gostaria muito que a autora redigisse algo sobre ela, mas isso significaria que ia passar por um mau momento e ela já teve a sua cota parte da vida. 
Uma autora por quem, com a leitura de dois livros, já me apaixonei perdidamente, deixando sempre em pulgas para uma próxima oportunidade de contactar com o seu trabalho. Posso vê-la como uma mistura do drama de Nicholas Sparks, os romances de Nora Roberts e as paisagens de Elizabeth Adler (praia, mar, mergulhos). 
Têm mesmo de começar a ler os livros desta americana! 

“Nunca é demasiado tarde 
para encontrar o verdadeiro amor 
ou dizer finalmente adeus
a quem partiu para sempre”

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

“O Verão das nossas Vidas” de Luanne Rice

Nº de páginas: 282 
Preço (Bertrand): 16,60€ 
Editora: Quinta Essência 
Ano de lançamento: 2010 

Capri: 
Uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares… 
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor… 
Mãe e filha separadas durante anos, à procura de uma forma de 
enfrentarem juntas o futuro… 

"Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. 
Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea. 
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. 
Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar… 
Sentimental e inesquecível, O Verão das nossas Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho” 


O meu comentário: 

Com uma sinopse destas quem não fica logo interessada na leitura deste fantástico livro? Pois eu fiquei e posso dizer que o adorei. 
Com a descrição proporcionada pela editora, ficamos com a ideia de que o livro se baseará na relação de uma mulher com as suas filhas, depois de as ter deixado com o pai, tendo desaparecido das suas vidas. Porém, nada nos prepara para aquilo que encontramos nas suas páginas. 
As 282 páginas desta obra estão mergulhadas em sentimentos tão profundos que não nos deixam mesmo respirar… A incompreensão da atitude tomada pela mãe, a sua dor por o ter feito e por outros actos, a perda enorme e ausência na vida das filhas… Foram muitos os momentos em que dei por mim a lutar contra os sentimentos que me abraçavam para não me desfazer em lágrimas no meio da praia, onde decorreu grande parte da minha leitura. 
A história é por si só marcante e inesquecível, mas para uma mulher e uma jovem torna tudo diferente. Eu vi mais a história do ponto de vista de Pell, visto que ainda não me coloquei no papel de mãe (tenho 19 anos, sendo 3 anos mais velha que a primogénita dos Davis), encontrando-me constantemente a pensar no que seria a minha vida se a minha mãe tivesse tomado atitudes semelhantes. 
Como tal nunca aconteceu e apesar de termos as nossas desavenças (também quem é a jovem rapariga que não as tem?), digo sem sombra de dúvidas que tenho muita sorte na mãe, e, sendo mais abrangente, da família que tenho. 
Muita gente não tem essa sorte ou passa por grandes problemas familiares e emocionais, e, conhecendo alguns desses casos, posso dizer que quem ter a sorte que eu tenho deve dar graças a Deus à sorte que tem e aproveitar esse facto. 
Sendo ainda muito jovem, também posso referir que posso não ter vivido o livro assim tão intensamente, já que me foi um pouco mais difícil colocar no papel de Lyra, sendo mais fácil a alguém que já é mãe compreender as suas decisões e os seus medos. 
Um livro que recomendo mesmo muito, qualquer que seja a situação em que o leitor se coloca. Claro que, às mais novitos, talvez seja melhor adiarem a leitura para um pouco mais tarde, podendo não compreender tão bem os temas tratados. 
Por outro lado, devo dizer que o facto de ser em Capri e de poder dar um pouco largas à imaginação em relação à ilha italiana ajudou muito no meu interesse pela história e foi um papel fantástico para a história que se estava a desenrolar. 
Só tenho uma crítica, sempre que se fazia a mudança de personagem devia-se deixar um espaço entre os momentos, o que não acontecia todas as vezes, tornando-se um pouquito confuso, tendo de regressar um pouco atrás. 
Uma estreia que me levou a apreciar o trabalho desta autora, deixando-me em pulgas para outro contacto com esta. 

“Mãe e filha reúnem-se num lugar onde os sonhos começam e onde podem ser finalmente realizados… Conseguirão elas abrir os seus corações?”